por Dr. Fernando Leal

SOMANDO O QUE PODEMOS COMER

matematização

Em nosso último encontro estabelecemos a polêmica sobre a matematização dos nossos abusos e a pergunta final de como se manter em dieta em números ficou no ar. Existiria uma possibilidade de realmente encontramos esse número mágico?

Poder curtir os então chamados “prazeres da vida” mesmo sabendo da existência de inúmeros outros prazeres, a avassaladora tendência é a de direcionarmos as escolhas para aquilo que não é tão saudável… Essa direção aos alimentos não saudáveis nos entrega uma recompensa gigantesca momentânea, por vezes intermediados por estímulos hormonais e psicológicos que podem ser muito maior para algumas pessoas. Assim sendo, deixamos de aproveitar momentos com a família sem os exageros alimentares ou com as bebidas alcoólicas, de realmente conseguir se divertir fazendo uma atividade física, tão fundamental à nossa longevidade, ou mesmo focar no aprendizado de novos sabores, deixando de lado o paladar infantilizado que traz aquela sensação do “gostoso” e que não necessariamente sempre remeta à nossa infância, mas funciona como um belo acalanto para qualquer momento.

Afinal meus caros leitores, até Napoleão Bonaparte dizia: “Na vitória você merece champanhe. Na derrota você precisa dele!” e esse sentimento de auto piedade nos autoriza, de maneira constante e desmedida, a não só ir para o abuso como de uma maneira incrível esquecer do abuso feito naquela mesma semana ou até no dia anterior.

Um exemplo bem típico é o da jovem que se vê acima do peso e em uma noite onde está na frente do espelho escolhendo roupas, não consegue identificar uma que sobressaia a sua beleza, pois existe um conceito social na “imperfeição” do sobrepeso e da obesidade. Muitas vezes se entristece e até põe-se em lágrimas naquele momento. Parte então para o qualquer roupa e ao chegar no evento proposto, ao invés de lembrar que estava há pouco profundamente triste por causa de seus abusos e maneirar visando não passar por isso de novo, liga o botão do “fofa-se” e solta todas as rédeas possíveis como não fosse ela a pessoa triste de momentos atrás.

Muitas vezes temos uma justificativa psicológica para isso a qual deverá ser acessada com abordagem adequada porém, evitar esses momentos é um excelente começo. Nem que seja o primeiro passo abster-se desses eventos em que o limite entre o abuso e o controle, não passa de uma linha muito tênue.

Convido então para montarmos juntos mais um mapa mental, até mesmo como uma sugestão pessoal: se pensarmos que dos 365 dias do ano um abuso razoável para quem quer perder peso não ultrapasse 10%, ou seja, 36 dias. E esses podem ser distribuídos por todo o ano para podermos degustar dos outros prazeres que as vezes, sabidamente, não são tão saudáveis como deveriam! Façamos assim: dividiremos por 12 o número final e obtemos a possibilidade de 3 abusos mensais. Ao meu ver, não fica tão restrito assim para aquele que está realmente preocupado com a perda de peso. Logicamente a prática de atividades físicas regulares no mínimo 3 vezes na semana, está incluída nessa programação.

Fica a dica: aproveitaremos uma boa parte das férias, os aniversários mais especiais e 1 ou 2 feriados em todo o ano, lembrando sempre que essa brincadeira de fazer contas com certeza vai ajudar a perder peso e ter uma qualidade de vida muito melhor…!!!

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