por Maria Alice Prado

HATERS

Os haters são canais de ódio e ninguém que odeia algo, se conforma em odiar sozinho ,porque sentem-se inseguros a respeito de como as pessoas poderão reagir. Por isso, as redes sociais são um campo fértil para propagação de crenças discriminatórias e preconceitos contra pessoas, grupos, ideias, partidos, e tantos outros focos.

Existem estudos que comprovam que quem segue uma ideia, pessoa ou grupo, também é atraído por publicações violentas e preconceituosas contra este grupo. E isso dá ao hater, um destaque que ele nunca imaginaria possível para ele.

Essas pessoas são algozes de si mesmas, uma vez que, adoecidos emocionalmente, projetam em suas vítimas todas as suas frustrações, traumas e principalmente o medo, que aliás, vale lembrar, é a base de todo pensamento, expressão ou ação violenta. Sabe aquela velha máxima que diz que “a melhor defesa é o ataque”? Contudo, eles não sabem disso e sentem-se mais e mais poderosos pelos apoiadores e pelos opositores.

É de domínio público que amor e ódio são extremos de um mesmo continuum e que estão a um passo de distância um do outro. As estruturas cerebrais ativadas pelo ódio, são as mesmas ativadas pela paixão. Com a diferença de que no ódio, as estruturas responsáveis pelo raciocínio lógico são mantidas ativas e na paixão não.

Já se disse acertadamente que as pessoas inteligentes podem odiar, mas nunca as sábias, como Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Madre Teresa ou Nelson Mandela.

Mesmo entendendo tudo isso, podemos avaliar os malefícios causados pelas mensagens violentas e invasivas deste grupo de pessoas que são estimuladas pelo mal estar alheio. O medo, a raiva e o retraimento que tomam conta das vítimas são alimentos para os haters.

Vou aqui deixar de chamá-las de vítimas porque esta é a primeira reação esperada: não assuma este papel para não tomar uma posição complementar a do hater.

Todo o tempo somos apresentados a milhares de pessoas de incrível sucesso, super projetadas pela mídia. Mesmo quando o sucesso não é tão grande assim, a mídia digital se encarrega de arrumar-lhe uma projeção astronômica. Há de se ter muita força para sustentar a auto estima elevada, em primeiro lugar para se expor, ter sua vida violada e principalmente ter sua imagem atacada.

Alguns se escondem, outros enfrentam, outros processam e outros deprimem, desenvolvendo fobias que afetam em muito sua qualidade de vida e até sua carreira. Sentem-se como se todo o esforço, toda energia, tempo e dinheiro investidos, tivessem sido em vão. Em suma, a sensação de perda, medo e raiva se apoderam daqueles que estavam simplesmente vivendo sua vida e zelando por sua carreira.

Então o que fazer diante de um ataque da ação de um hater? Não se envolva diretamente. Encontre um profissional habilitado para identificar a fonte e tomar as ações legais. E siga seus projetos e ações sem expor sua dor, sua raiva ou medo. Essa exposição, que normalmente acontece,  manteria esse indivíduo (hater) estimulado a prosseguir, porque está atingindo seu maior objetivo: desestabilizar sua vítima.

E uma outra pergunta deve vir a mente da pessoa alvo dessas ações: por que eu? A resposta é: se não for ação da concorrência, que pretende prosperar sobre a destruição da imagem do outro, jamais saberemos. Um gesto, uma palavra, a cor ou modelo de uma roupa, ou um simples olhar, pode disparar um complexo neste  sujeito que propaga o ódio para acreditar que não está tão só e que tem alguma importância no mundo.

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